sábado, 2 de abril de 2011

dos tempos de céu

Um pouco de ar?
Ah, é que eu tô pra respirar, mas esses piá, não, eles não param de cantar. Acredita? Sorriram pra mim tantas vezes, cantaram o meu sorriso, e sem querer eu deixei me levar. É, mas é que eu sou mole, com cantiga e ritmo, acho todo mundo romântico. Mas me avexava e muito, agora, eu paro e canto. Logo tenho um baixo, e daí percebo quem é ruim e quem é manso - pra poder aproximar. Ah, as minhas enxaqueicas incham, e eu me desdobro em esperança, tão furiosa que é. Mas devia mesmo é ser besta, fingir de dura e gritar com coerência. Quem disse? Quem disse que fantasia não tem decência? Vou ficar sendo um rio de rosa, e tu, quando virar menino palhaço, que tenha passaporte certo, aqui pro meu lado. Por agora? Fique aí com sua arrogância.